Muito trágico o que ocorreu em algumas cidades do Brasil em consequência das fortes chuvas nos dias 30 e 31 de dezembro de 2009. O que era para ser festa, virou desastre.
Angra dos Reis foi a cidade mais atingida. No total, só no estado do Rio de Janeiro, já são 76 mortes - até às 21h de 04/01/2010.
Quatro dias depois, as dores, as histórias, as lágrimas, as lembranças e os destroços se misturam nas localidades que sofreram com a tromba d'água.
Mas, as coisas negativas e trágicas também nos servem para ensinar.
Sempre quando ocorre uma tragédia nestes moldes em comunidades carentes ou áreas ocupadas irregularmente, dizemos que a culpa é o do governo por permitir estas ocupações e/ ou não dar um direito moral e constitucional: Uma habitação digna.
Mas, e no caso da Pousada Sankay, em Angra?
Não quero parecer duro, mas em meio as dores e tristezas pelos mortos e ainda desaparecidos, será que a pousada estava em um local regular? Será que estas habitações à beira mar e na costa de morros e montanhas são seguras o suficiente?
Independente das responsabilidades - e alguém ou alguns devem ser responsabilizados - temos que refletir a respeito desta tragédia.
Será que as casas luxuosas, assim como os barracos nos morros, não devem ser vistoriados e fiscalizados?
Quantos deslizamentos de terra e mortes ainda teremos para alguma coisa ser feita?
Vide Duque de Caxias - duas vezes em um mês, São Paulo - vixe!, e outros tantos exemplos...
Meu luto em respeito a todos os mortos e seus respectivos familiares.
Minha indignação de cidadão mediante estes problemas.
Não dá para morar em morro inseguro ou beira de encosta. Seja rico ou pobre.
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