E a resposta da TV Record não demorou a vir.
Após a repercussão da notícia enfatizada pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO e pelas Organizações Globo, de que o Bispo Edir Macedo e mais nove pessoas foram denunciadas pelo MP de São Paulo de desviar dinheiro de doação de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus para empresas particulares e também para aumentar o poderio comunicacional da Rede Record, os acusados agora se defenderam através de seu canhão, a TV RECORD.
Lembrando de novo: Globo e Record são concorrentes ferrenhas em TV aberta hoje. Uma tem afinação com a Igreja Católica. Outra é pertencente aos bispos da Igreja Universal.
Hoje, 12 de agosto de 2009, foi a vez do JORNAL DA RECORD, ancorado por Celso Freitas e Ana Paula Padrão, limpar a barra da casa.
Diferente do que fez o seu referencial, o JORNAL NACIONAL, o telejornal da Record não colocou a resposta logo na abertura. Ao longo do jornal, eram feitas chamadas do tipo: “Veja as inúmeras obras sociais da Universal financiadas pelo dinheiro dos fiéis”; “Crescimento da RECORD incomoda a Globo” e por aí foi...
A matéria de defesa ainda não tinha entrado quando começava o famigerado “JN”, voltando o seu foco inicial para o aprofundamento das denúncias. Novamente quase 11 minutos de matéria global. Com direito até ao espião César Tralli.
Aí, em seguida, o JR colocou a defesa da Record.
Afirmando que “acha estranho e ilícito” a Globo ter acesso a informações sigilosas do processo, a Record acha que os ataques atuais é “desespero” das Organizações Globo, pois os últimos números de audiência mostram que a REDE RECORD vem crescendo e já é líder em horário nobres.
A Record considera que esse seu crescimento incomoda o “monopólio global de comunicação”.
Em seguida, foi exibida uma reportagem mostrando as obras sociais da IURD e a honestidade que há no repasse das doações dos fiéis. A grandeza da igreja foi abordada na matéria citando trechos do livro do próprio bispo Edir Macedo: “Se fosse só exploração, as pessoas não voltariam. Se elas retornam a igreja, é porque é benéfico.”
A Igreja Universal do Reino de Deus está presente em muitos países atualmente, como Finlândia, Portugal, Inglaterra, Colômbia e África do Sul.
Celso Freitas encerrou a telejornal que as denuncias estão sendo investigadas.
Essa batalha vai continuar. Ou vai esfriar para ambos os lados. Nunca antes na história deste país religião e TV foram tão conflitantes.
To curioso para ver se mensagens subliminares vão estar em “Bela, a feia” ou em “Caminho das Índias”
Nessa “Fazenda” da comunicação, espero que nós não ficamos “No Limite” das informações manipuladas... TUDO É POSSÍVEL!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Conflito de Interesses
Cheguei em casa, para variar cansado.
Liguei quase que simultaneamente, TV e Computador.
Aprofundo-me nas informações através da Web. E na TV, como pano de fundo ouço o Boechat no Jornal da BAND.
Durante o dia ja tinha lido no G1 e na Folha que o Bispo Edir Macedo e mais alguns colaboradores, foram apontados pelo Ministério Público de São Paulo como integrantes de uma quadrilha que desvia o dinheiro da doação de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, para empresas de fachada que foram criadas com o intuito de aumentar o poderio comunicacional do grupo Record.
Aí, por volta de 20h:15m, mudo para a TV Globo para assistir o JN... E como já era de se esperar, aparece o Bonner com a primeira chamada: "Justiça indicia Edir Macedo por lavagem de dinheiro"
Assim funcionava o esquema de acordo com a Folha e Globo: O fiel doa. O dinheiro ao invés de ser revertido para obras sociais, é aplicado nas empresas de fachada. As empresas de fachada depositam o dinheiro no exterior, que depois retorna e é usado para comprar emissoras de TV, Rádios e muito mais...
Só lembrando: Como o dinheiro é doado inicialmente a uma igreja, e como instituição ela é isenta de pagamento de impostos, o dinheiro ia limpinho, sem deduções, sabe se lá DEUS para onde...
Além de se espantar com esse suposto esquema, interessante também foi o destaque de quase 11 minutos no JORNAL NACIONAL desta terça, 11 de agosto de 2009.
Além de explicar minuciosamente o suposto golpe, o telejornal global fez questão de ligar o fato ao crescimento de sua principal concorrente, a TV RECORD, e até de lembrar aquele famigerado vídeo em que Edir Macedo "ensina" aos seus pares a como se impor e conquistar donativos de seus fiéis...
Como defesa, aparece o advogado dos indiciados negando tudo e dizendo que desde 1994, o grupo é acusado de enriquecimento ilícito sem provas fundamentais.
Como muitos sabem, Globo e Record estão ultimamente travando uma batalha na audiência (ou assistência, como diz meu mestre Luciano Zarur)...
E é muito salutar para a Globo explorar este fato...
A aguardar a resposta - ou não - da Record...
Liguei quase que simultaneamente, TV e Computador.
Aprofundo-me nas informações através da Web. E na TV, como pano de fundo ouço o Boechat no Jornal da BAND.
Durante o dia ja tinha lido no G1 e na Folha que o Bispo Edir Macedo e mais alguns colaboradores, foram apontados pelo Ministério Público de São Paulo como integrantes de uma quadrilha que desvia o dinheiro da doação de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, para empresas de fachada que foram criadas com o intuito de aumentar o poderio comunicacional do grupo Record.
Aí, por volta de 20h:15m, mudo para a TV Globo para assistir o JN... E como já era de se esperar, aparece o Bonner com a primeira chamada: "Justiça indicia Edir Macedo por lavagem de dinheiro"
Assim funcionava o esquema de acordo com a Folha e Globo: O fiel doa. O dinheiro ao invés de ser revertido para obras sociais, é aplicado nas empresas de fachada. As empresas de fachada depositam o dinheiro no exterior, que depois retorna e é usado para comprar emissoras de TV, Rádios e muito mais...
Só lembrando: Como o dinheiro é doado inicialmente a uma igreja, e como instituição ela é isenta de pagamento de impostos, o dinheiro ia limpinho, sem deduções, sabe se lá DEUS para onde...
Além de se espantar com esse suposto esquema, interessante também foi o destaque de quase 11 minutos no JORNAL NACIONAL desta terça, 11 de agosto de 2009.
Além de explicar minuciosamente o suposto golpe, o telejornal global fez questão de ligar o fato ao crescimento de sua principal concorrente, a TV RECORD, e até de lembrar aquele famigerado vídeo em que Edir Macedo "ensina" aos seus pares a como se impor e conquistar donativos de seus fiéis...
Como defesa, aparece o advogado dos indiciados negando tudo e dizendo que desde 1994, o grupo é acusado de enriquecimento ilícito sem provas fundamentais.
Como muitos sabem, Globo e Record estão ultimamente travando uma batalha na audiência (ou assistência, como diz meu mestre Luciano Zarur)...
E é muito salutar para a Globo explorar este fato...
A aguardar a resposta - ou não - da Record...
Cai, cai, mais um, cai, cai...
Após mais uma rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, três técnicos foram demitidos de suas respectivas equipes.
Botafogo x Atlético-PR no Engenhão. 0 x 0 no placar. Ainda no primeiro tempo, penalidade máxima para os donos da casa. Lúcio Flávio é o cobrador oficial. André Lima desrespeita a ordem, cobra e perde o pênalti e mais inúmeras chances de gol. Resultado final: Atlético-PR 1 x 0.
Pergunta: Quem é o demitido?
Ney Franco.
O treinador e dublê de cantor já se acertou com o Coritiba, que após mais uma derrota em casa e continuar amargando a zona de rebaixamento, dispensou Renê Simões, aquele que gosta de "filosofar".
E o Botafogo deve acertar com Estevam Soares, que faz uma boa e surpreendente campanha com o modesto Barueri.
E na boa terra, o Vitória empatou com o Fluminense e perdeu - isso mesmo, Vitória empatou e perdeu! - o treinador Paulo César Carpegiani.
Mesmo fazendo uma campanha mediana e ainda relativamente longe do Z-4 - grupo de quem cai para a série B ano que vem - o ex-meia de Inter e Flamengo não resistiu a sequencia de maus resultados.
Já são 18 técnicos demitidos ao longo da competição. Uma média de um a cada rodada.
É "chover no molhado" afirmar que trocar de técnico é apenas uma solução temporária ou um "acalma torcida" diante de maus resultados.
A esperança de que isso mude no futebol, na minha opinião, é pequena.
Diante de dirigentes amadores, planejamentos equivocados e acima de tudo, a paixão do torcedor, que se incomoda muito com as derrotas e insucessos, sempre haverá de existir aquele que pagará o pato.
Quem será o próximo?
Botafogo x Atlético-PR no Engenhão. 0 x 0 no placar. Ainda no primeiro tempo, penalidade máxima para os donos da casa. Lúcio Flávio é o cobrador oficial. André Lima desrespeita a ordem, cobra e perde o pênalti e mais inúmeras chances de gol. Resultado final: Atlético-PR 1 x 0.
Pergunta: Quem é o demitido?
Ney Franco.
O treinador e dublê de cantor já se acertou com o Coritiba, que após mais uma derrota em casa e continuar amargando a zona de rebaixamento, dispensou Renê Simões, aquele que gosta de "filosofar".
E o Botafogo deve acertar com Estevam Soares, que faz uma boa e surpreendente campanha com o modesto Barueri.
E na boa terra, o Vitória empatou com o Fluminense e perdeu - isso mesmo, Vitória empatou e perdeu! - o treinador Paulo César Carpegiani.
Mesmo fazendo uma campanha mediana e ainda relativamente longe do Z-4 - grupo de quem cai para a série B ano que vem - o ex-meia de Inter e Flamengo não resistiu a sequencia de maus resultados.
Já são 18 técnicos demitidos ao longo da competição. Uma média de um a cada rodada.
É "chover no molhado" afirmar que trocar de técnico é apenas uma solução temporária ou um "acalma torcida" diante de maus resultados.
A esperança de que isso mude no futebol, na minha opinião, é pequena.
Diante de dirigentes amadores, planejamentos equivocados e acima de tudo, a paixão do torcedor, que se incomoda muito com as derrotas e insucessos, sempre haverá de existir aquele que pagará o pato.
Quem será o próximo?
sábado, 8 de agosto de 2009
Operação Pandemia
Diante do cenário de pânico gerado pelas incertezas e má informações sobre a Gripe A (H1N1), achei muito interessentante este vídeo de origem estrangeira, bem produzido e com dados consistentes sobre o que realmente pode estar por trás desta famigerada e erroneamente batizada "Gripe Suína".
Entitulado "Operação Pandemia", o vídeo de quase dez minutos aborda que com a deflagração do terror sobre o vírus Influenza A, algumas pessoas podem lucrar financeiramente com isso.
Acompanhem aí abaixo:
Entitulado "Operação Pandemia", o vídeo de quase dez minutos aborda que com a deflagração do terror sobre o vírus Influenza A, algumas pessoas podem lucrar financeiramente com isso.
Acompanhem aí abaixo:
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Jornalismo do Mal
Lendo o blog do Luiz Carlos Azenha - Vi o mundo, cujo recomendo acompanhar - me deparo com essa aberração cometida pela FOLHA DE SÃO PAULO, que no auge da sua incessante tentativa de imacular a imagem do governo LULA para beneficiar opositores visando a sucessão presidencial em 2010, cometeu a aberração de criar pânico com numeros falsos sobre a famigerada gripe H1N1.
Um jornalismo descabido, sensacionalista e acima de tudo irresponsável. Veja abaixo a íntegra do artigo do blog do Azenha. Quem assina é Conceição Lemes, jornalista especializada em Medicina e Saúde.
Cuidado: para eleger Serra a Folha vai te matar
Atualizado em 26 de julho de 2009 às 22:19 | Publicado em 26 de julho de 2009 às 21:13
por Conceição Lemes
Jornalismo de saúde é uma área em que não dá para, no dia seguinte, simplesmente dizer: erramos.
A essa altura, devido à reportagem malfeita por incompetência e/ou má-fé, muitas pessoas assumiram como verdadeira a informação mentirosa, distorcida, equivocada; algumas já tomaram o caminho errado. Minimizar o estrago não é fácil; revertê-lo 100%, impossível.
A Folha de S. Paulo não aprendeu isso com a febre amarela, quando cometeu – junto com o restante da mídia corporativa – um verdadeiro crime contra a saúde pública dos brasileiros.
No domingo passado, 19 de julho, reincidiu: “Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade”.
Só para relembrar, a chamada de capa era taxativa: Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses. A interna, da matéria propriamente dita, chutava bem mais alto: Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas
Ao descer os olhos pela matéria, se descobria que os cálculos da reportagem se basearam num estudo de 2006 que visava o vírus H5N1, responsável pela gripe aviária. Não tem nada a ver com o vírus H1N1, causador da influenza A, também chamada de gripe A, nova gripe ou gripe suína.
Para alguém com informação na área de saúde ou médica, a estupidez do artigo e a intenção de disseminar o pânico eram flagrantes. Mas para a população em geral, não. O risco era provocar uma corrida desnecessária aos hospitais.
O Viomundo entrevistou o dr. Eduardo Hage, diretor da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. Foi o mesmo entrevistado pela Folha. As suspeitas se confirmaram.
“A reportagem da Folha do domingo [19 de julho] da Folha sobre gripe suína é totalmente furada”, alertou Eduardo Hage. “Uma irresponsibilidade.”
“Há um erro capital na reportagem, e jornalista foi alertado”, revelou o dr. Hage. “Os parâmetros do estudo do vírus H5N1 não valem para a nova gripe. Mesmo assim, o jornalista utilizou parâmetros do estudo para o vírus H5N1 para calcular quantas pessoas poderiam ser infectadas pelo novo vírus, quantas precisariam de cuidados médicos e quantas seriam internadas por complicações da doença.”
“Os parâmetros utilizados pela Folha de S. Paulo não têm base epidemiológica, estatística. É pura ilação, sem qualquer base científica. Foi um chute a quilômetros de distância do alvo”, acrescentou Hage. “Só espero que esses cálculos equivocados não sejam uma tentativa de gerar desinformação, como aconteceu na febre amarela.”
No próprio domingo, o Ministério da Saúde, por meio da sua assessoria de imprensa, enviou carta ao Painel do Leitor, na tentativa de restabelecer a verdade dos fatos. Foi publicada na edição de segunda-feira. “Não há modelos matemáticos disponíveis no mundo para se realizar uma projeção sobre o número de pessoas que serão afetadas pela influenza A”; “Todos os cálculos..., utilizados pela reportagem, são referentes a uma possível pandemia da gripe aviária, causado pelo vírus H5N1, entre outras. Os parâmetros não são válidos para a influenza A (H1N1).”
Ficou por isso mesmo. Mais uma vez o autor da matéria ignorou o alerta. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, ele responde sem responder, subestimando a inteligência dos leitores, como se todos fossem idiotas.
Neste domingo, ao ler a coluna Ombudsman, assinada pelo jornalista Carlos Eduardo Lins e Silva, uma grata surpresa, a começar pelo título -- No limite da irresponsabilidade.
No primeiro parágrafo, Carlos Eduardo diz tudo:
“A REPORTAGEM e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008”.
Na sequência, arrola preocupações levantadas pelo Viomundo:
“É quase impossível ler isso [número de brasileiros que poderiam ser afetados e os de hospitalizações] e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.
Mas não. Quem foi à página C5 (e não C4 para onde erradamente a chamada remetia) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).
Ali, o texto dizia que "por ser um esquema genérico e não um estudo específico para o atual vírus, são necessários alguns cuidados ao extrapolá-lo para o presente surto".
Ora, se era preciso cautela, por que o jornal foi tão imprudente?”
Vários leitores se manifestaram ao ombudsman sobre a matéria: "leviana e irresponsável"; "se o objetivo do jornal era espalhar pânico, conseguiu o intento”; "trata-se claramente de sensacionalismo.”
“O pior”, termina Carlos Eduardo, “é que a Redação não admite o erro.”
O dr. Eduardo Hage alertou para o erro, o jornalista ignorou e foi em frente. O Ministério da Saúde mandou a carta ao jornal, ele deu ombros. O ombdusman cobrou, a redação não admitiu o erro.
Na certa, a esta altura, alguns devem estar me cobrando: “Se jornalismo de saúde é uma área em que não dá para simplesmente dizer 'erramos', como fica a Folha que nem admite o erro?”
Saúde é uma área em que não dá mesmo para a gente errar. Por isso, temos que ser extremamente cuidadosos, responsáveis, éticos. Afinal, estamos lidamos com o bem mais precioso de todo mundo: a vida.
Mas errar acontece. Aí, temos que irremediavelmente assumir o erro, destacando o equívoco e mostrando a informação correta. É o único de minimizar os “efeitos colaterais”.
Agora, errar é humano, perseverar no erro é burrice, diz o ditado popular. No caso da Folha, perseverar no erro parece má-fé. Reforça a hipótese de que o objetivo era gerar pânico na população, promover corrida aos hospitais e, aí, jogar a conta nas costas do governo federal.
Uma decisão que não foi do jornalista arrogante nem da redação, mas provavelmente do dono da Folha, Octávio Frias Filho, que nunca faria isso se tivesse, de fato, o rabo preso com leitores.
Será por que o ministro José Gomes Temporão é do ramo e está fazendo uma gestão competente e transparente, deixando no chinelo o ex-ministro José Serra?
Será que se o ministro atual fosse o governador José Serra isso teria acontecido?
Será que a intenção era tirar o foco de São Paulo e Rio Grande do Sul, estados com maior número de casos até o momento e governados pelo PSDB?
Será...? Será...? Será...? Não faltam conjecturas.
O fato é que se o jornalista Hélio Schwartsman, autor da matéria, e o senhor Otavinho tivessem passado, pelo menos, UMA HORA das suas vidas num pronto-socorro, como o do Hospital das Clínicas de São Paulo ou do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, não teriam sido tão levianos, irresponsáveis e inconsequentes com a saúde da população, inclusive a dos leitores da Folha.
Fazer política com notícias de saúde pode ser fatal. Afinal, jornalismo porco na área de saúde causa doenças físicas e emocionais, efeitos colaterais graves e pode até matar.
Um jornalismo descabido, sensacionalista e acima de tudo irresponsável. Veja abaixo a íntegra do artigo do blog do Azenha. Quem assina é Conceição Lemes, jornalista especializada em Medicina e Saúde.
Cuidado: para eleger Serra a Folha vai te matar
Atualizado em 26 de julho de 2009 às 22:19 | Publicado em 26 de julho de 2009 às 21:13
por Conceição Lemes
Jornalismo de saúde é uma área em que não dá para, no dia seguinte, simplesmente dizer: erramos.
A essa altura, devido à reportagem malfeita por incompetência e/ou má-fé, muitas pessoas assumiram como verdadeira a informação mentirosa, distorcida, equivocada; algumas já tomaram o caminho errado. Minimizar o estrago não é fácil; revertê-lo 100%, impossível.
A Folha de S. Paulo não aprendeu isso com a febre amarela, quando cometeu – junto com o restante da mídia corporativa – um verdadeiro crime contra a saúde pública dos brasileiros.
No domingo passado, 19 de julho, reincidiu: “Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade”.
Só para relembrar, a chamada de capa era taxativa: Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses. A interna, da matéria propriamente dita, chutava bem mais alto: Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas
Ao descer os olhos pela matéria, se descobria que os cálculos da reportagem se basearam num estudo de 2006 que visava o vírus H5N1, responsável pela gripe aviária. Não tem nada a ver com o vírus H1N1, causador da influenza A, também chamada de gripe A, nova gripe ou gripe suína.
Para alguém com informação na área de saúde ou médica, a estupidez do artigo e a intenção de disseminar o pânico eram flagrantes. Mas para a população em geral, não. O risco era provocar uma corrida desnecessária aos hospitais.
O Viomundo entrevistou o dr. Eduardo Hage, diretor da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. Foi o mesmo entrevistado pela Folha. As suspeitas se confirmaram.
“A reportagem da Folha do domingo [19 de julho] da Folha sobre gripe suína é totalmente furada”, alertou Eduardo Hage. “Uma irresponsibilidade.”
“Há um erro capital na reportagem, e jornalista foi alertado”, revelou o dr. Hage. “Os parâmetros do estudo do vírus H5N1 não valem para a nova gripe. Mesmo assim, o jornalista utilizou parâmetros do estudo para o vírus H5N1 para calcular quantas pessoas poderiam ser infectadas pelo novo vírus, quantas precisariam de cuidados médicos e quantas seriam internadas por complicações da doença.”
“Os parâmetros utilizados pela Folha de S. Paulo não têm base epidemiológica, estatística. É pura ilação, sem qualquer base científica. Foi um chute a quilômetros de distância do alvo”, acrescentou Hage. “Só espero que esses cálculos equivocados não sejam uma tentativa de gerar desinformação, como aconteceu na febre amarela.”
No próprio domingo, o Ministério da Saúde, por meio da sua assessoria de imprensa, enviou carta ao Painel do Leitor, na tentativa de restabelecer a verdade dos fatos. Foi publicada na edição de segunda-feira. “Não há modelos matemáticos disponíveis no mundo para se realizar uma projeção sobre o número de pessoas que serão afetadas pela influenza A”; “Todos os cálculos..., utilizados pela reportagem, são referentes a uma possível pandemia da gripe aviária, causado pelo vírus H5N1, entre outras. Os parâmetros não são válidos para a influenza A (H1N1).”
Ficou por isso mesmo. Mais uma vez o autor da matéria ignorou o alerta. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, ele responde sem responder, subestimando a inteligência dos leitores, como se todos fossem idiotas.
Neste domingo, ao ler a coluna Ombudsman, assinada pelo jornalista Carlos Eduardo Lins e Silva, uma grata surpresa, a começar pelo título -- No limite da irresponsabilidade.
No primeiro parágrafo, Carlos Eduardo diz tudo:
“A REPORTAGEM e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008”.
Na sequência, arrola preocupações levantadas pelo Viomundo:
“É quase impossível ler isso [número de brasileiros que poderiam ser afetados e os de hospitalizações] e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.
Mas não. Quem foi à página C5 (e não C4 para onde erradamente a chamada remetia) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).
Ali, o texto dizia que "por ser um esquema genérico e não um estudo específico para o atual vírus, são necessários alguns cuidados ao extrapolá-lo para o presente surto".
Ora, se era preciso cautela, por que o jornal foi tão imprudente?”
Vários leitores se manifestaram ao ombudsman sobre a matéria: "leviana e irresponsável"; "se o objetivo do jornal era espalhar pânico, conseguiu o intento”; "trata-se claramente de sensacionalismo.”
“O pior”, termina Carlos Eduardo, “é que a Redação não admite o erro.”
O dr. Eduardo Hage alertou para o erro, o jornalista ignorou e foi em frente. O Ministério da Saúde mandou a carta ao jornal, ele deu ombros. O ombdusman cobrou, a redação não admitiu o erro.
Na certa, a esta altura, alguns devem estar me cobrando: “Se jornalismo de saúde é uma área em que não dá para simplesmente dizer 'erramos', como fica a Folha que nem admite o erro?”
Saúde é uma área em que não dá mesmo para a gente errar. Por isso, temos que ser extremamente cuidadosos, responsáveis, éticos. Afinal, estamos lidamos com o bem mais precioso de todo mundo: a vida.
Mas errar acontece. Aí, temos que irremediavelmente assumir o erro, destacando o equívoco e mostrando a informação correta. É o único de minimizar os “efeitos colaterais”.
Agora, errar é humano, perseverar no erro é burrice, diz o ditado popular. No caso da Folha, perseverar no erro parece má-fé. Reforça a hipótese de que o objetivo era gerar pânico na população, promover corrida aos hospitais e, aí, jogar a conta nas costas do governo federal.
Uma decisão que não foi do jornalista arrogante nem da redação, mas provavelmente do dono da Folha, Octávio Frias Filho, que nunca faria isso se tivesse, de fato, o rabo preso com leitores.
Será por que o ministro José Gomes Temporão é do ramo e está fazendo uma gestão competente e transparente, deixando no chinelo o ex-ministro José Serra?
Será que se o ministro atual fosse o governador José Serra isso teria acontecido?
Será que a intenção era tirar o foco de São Paulo e Rio Grande do Sul, estados com maior número de casos até o momento e governados pelo PSDB?
Será...? Será...? Será...? Não faltam conjecturas.
O fato é que se o jornalista Hélio Schwartsman, autor da matéria, e o senhor Otavinho tivessem passado, pelo menos, UMA HORA das suas vidas num pronto-socorro, como o do Hospital das Clínicas de São Paulo ou do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, não teriam sido tão levianos, irresponsáveis e inconsequentes com a saúde da população, inclusive a dos leitores da Folha.
Fazer política com notícias de saúde pode ser fatal. Afinal, jornalismo porco na área de saúde causa doenças físicas e emocionais, efeitos colaterais graves e pode até matar.
domingo, 26 de julho de 2009
Força Massa!
Todos estão na torcida pela plena recuperação de Felipe Massa, piloto brasileiro da Ferrari na Fórmula 1.
Torcedores de diversas nacionalidades, os pilotos de todas as equipes de F-1, assim como todos aqueles que gostam de automobilismo estão angustiados com o que ocorreu neste último sábado, dia 25 de julho.
Massa fo atingido por uma mola que se desprendeu da parte traseira do carro de Rubens Barrichello. O impacto, que foi em torno de 150 Kg, atingiu o capacete em cheio próximo a viseira e fez o piloto imediatamente perder a consciência, seguir reto na curva e se chocar contra a proteção de pneus.
Felipe Massa é um dos nomes mais queridos e respeitados no "circo" da Fórmula 1, por sua competência e principlamnete pelo caráter e humildade que possui.
Ele está em Budapeste, Hungria, no Hospital em processo de recuperação.
Força Massa! E assim como pediu a sua gestante esposa Rafaela, vamos todos, sejam de que crença, religião ou credo for, interceder para o reestabelecimento do nosso bravo piloto.
Em breve, queremos ver repetida esta imagem aí de baixo:
Torcedores de diversas nacionalidades, os pilotos de todas as equipes de F-1, assim como todos aqueles que gostam de automobilismo estão angustiados com o que ocorreu neste último sábado, dia 25 de julho.
Massa fo atingido por uma mola que se desprendeu da parte traseira do carro de Rubens Barrichello. O impacto, que foi em torno de 150 Kg, atingiu o capacete em cheio próximo a viseira e fez o piloto imediatamente perder a consciência, seguir reto na curva e se chocar contra a proteção de pneus.
Felipe Massa é um dos nomes mais queridos e respeitados no "circo" da Fórmula 1, por sua competência e principlamnete pelo caráter e humildade que possui.
Ele está em Budapeste, Hungria, no Hospital em processo de recuperação.
Força Massa! E assim como pediu a sua gestante esposa Rafaela, vamos todos, sejam de que crença, religião ou credo for, interceder para o reestabelecimento do nosso bravo piloto.
Em breve, queremos ver repetida esta imagem aí de baixo:
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Amigo, nem inimigo; simplesmente político.
Amigos leitores do Blog, observem a foto abaixo:

Presidente Lula e o senador alagoano Fernando Collor de Melo cumprimentam-se durante evento do PAC em Alagoas.
Crédito: Aílton Cruz / Gazeta de Alagoas
Agora questiono: Que leitura vocês fazem dela?
Hoje, esta foto estampa as capas dos principais impressos do país, e em um ano que as articulações eleitorais começaram visando a corrida presidencial em 2010, qualquer evento é canalizado para se tirar o proveito esperado, seja à favor ou contra um respectivo candidato.
No mínimo, acho interessante ver o Lula falando em "justiça" sobre o senador alagoano e ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Em 1989, ambos eram os candidatos no segundo turno da eleição direta para presidente após a redemocratização do país. E Collor, o "bonitinho" na ocasião, não economizou em usar "trunfos" para queimar a imagem de Lula. Até uma ex-namorada do atual presidente, que ele supostamente teria pedido para abortar a gravidez, foi usada na campanha contra Lula.
E deu certo, Collor foi eleito. Mas dois anos depois sofreu o Impeachment, com o apoio de Lula.
Mas, o que a foto quer dizer em jornais como FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADÃO e O GLOBO?
Querem "colar" a imagem corrupta de Collor em Lula?
Há de se lembrar que Collor é senador eleito de Alagoas, e como representante do estado, estava no evento que marca mais uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). E há de se lembrar também que Teotônio Vilela, filiado ao partido de oposição PSDB e governador do mesmo estado, elogiou muito o presidente Lula.
Olho vivo nas manchetes e nas informações. Saibamos interpretar o que realmente quer dizer algumas notícias.

Presidente Lula e o senador alagoano Fernando Collor de Melo cumprimentam-se durante evento do PAC em Alagoas.
Crédito: Aílton Cruz / Gazeta de Alagoas
Agora questiono: Que leitura vocês fazem dela?
Hoje, esta foto estampa as capas dos principais impressos do país, e em um ano que as articulações eleitorais começaram visando a corrida presidencial em 2010, qualquer evento é canalizado para se tirar o proveito esperado, seja à favor ou contra um respectivo candidato.
No mínimo, acho interessante ver o Lula falando em "justiça" sobre o senador alagoano e ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Em 1989, ambos eram os candidatos no segundo turno da eleição direta para presidente após a redemocratização do país. E Collor, o "bonitinho" na ocasião, não economizou em usar "trunfos" para queimar a imagem de Lula. Até uma ex-namorada do atual presidente, que ele supostamente teria pedido para abortar a gravidez, foi usada na campanha contra Lula.
E deu certo, Collor foi eleito. Mas dois anos depois sofreu o Impeachment, com o apoio de Lula.
Mas, o que a foto quer dizer em jornais como FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADÃO e O GLOBO?
Querem "colar" a imagem corrupta de Collor em Lula?
Há de se lembrar que Collor é senador eleito de Alagoas, e como representante do estado, estava no evento que marca mais uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). E há de se lembrar também que Teotônio Vilela, filiado ao partido de oposição PSDB e governador do mesmo estado, elogiou muito o presidente Lula.
Olho vivo nas manchetes e nas informações. Saibamos interpretar o que realmente quer dizer algumas notícias.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Já vi esse filme - 18ª parte
Acabara de acordar - 10h:20m de domingo - quando vejo o Rubens Barrichello na quinta posição. Faltava pouco mais de quinze voltas para acabar o GP da Alemanha, quando ouço o nosso bravo Carlos Eduardo - O GALVÃO! - falar que a Brawn prejudicou o Rubinho... em seguida acontece a parada de Barrichello, que para o mesmo narrador-torcedor, deveria ser após a de Button..
"-Barrichello não vai se conformar com isso! Ele vai ficar com a cabeça quente!"
E ficou mesmo. Rubinho declarou que a Brawn errou e fez uma estratégia para perder a corrida. Até aí, concordo.
Só não concordo com a vã expectativa de Galvão e de alguns esperançosos brasileiros - poucos, acredito - de que Barrichello vai brigar de igual para igual com o inglês e líder da F-1 com 68 pontos, Jenson Button.
Barrichello foi contratado por Ross Brawn - o mesmo que na Ferrari era diretor quando o Michael Schumacher deitava e rolava com seus títulos e benefícios sobre o Rubinho - para acertar a equipe, Não para brigar por título. Foi para ser segundo piloto assim como nos tempos da equipe italiana. E em ambas, ele mesmo sabia disso.
Rubinho é otimo para acertar um carro, equilibrar uma equipe. Todos o veem assim na F-1. Suas reclamações no máximo se transformam em uma manchete no dia seguinte.
Como diria o Cléber Machado: Hoje não!, Hoje não!, Hoje siiiiiimmmmm.... e amanhã e depois também. Infelizmente Barrichello nasceu para ser o segundo piloto na Fórmula 1, assim como outros tantos.
Só nunca se conformou com essa condição ou demonstra não se conformar, pois em um país que produziu oito títulos mundiais e um "fenômeno" chamado Ayrton Senna, ser segundo piloto é incômodo demais.
Mas e a Grana que ele embolsou, hein, é incômoda?
"-Barrichello não vai se conformar com isso! Ele vai ficar com a cabeça quente!"
E ficou mesmo. Rubinho declarou que a Brawn errou e fez uma estratégia para perder a corrida. Até aí, concordo.
Só não concordo com a vã expectativa de Galvão e de alguns esperançosos brasileiros - poucos, acredito - de que Barrichello vai brigar de igual para igual com o inglês e líder da F-1 com 68 pontos, Jenson Button.
Barrichello foi contratado por Ross Brawn - o mesmo que na Ferrari era diretor quando o Michael Schumacher deitava e rolava com seus títulos e benefícios sobre o Rubinho - para acertar a equipe, Não para brigar por título. Foi para ser segundo piloto assim como nos tempos da equipe italiana. E em ambas, ele mesmo sabia disso.
Rubinho é otimo para acertar um carro, equilibrar uma equipe. Todos o veem assim na F-1. Suas reclamações no máximo se transformam em uma manchete no dia seguinte.
Como diria o Cléber Machado: Hoje não!, Hoje não!, Hoje siiiiiimmmmm.... e amanhã e depois também. Infelizmente Barrichello nasceu para ser o segundo piloto na Fórmula 1, assim como outros tantos.
Só nunca se conformou com essa condição ou demonstra não se conformar, pois em um país que produziu oito títulos mundiais e um "fenômeno" chamado Ayrton Senna, ser segundo piloto é incômodo demais.
Mas e a Grana que ele embolsou, hein, é incômoda?
terça-feira, 7 de julho de 2009
To King of Pop
Estou impressionado com a grandeza e beleza do Show/Homenagem/Funeral de Michael Jackson, O rei do pop, que faleceu no dia 25 de junho com 51 anos, de parada cardíaca.
É uma megaprodução para não apenas aqueles que foram ao ginásio do Los Angeles Lakers ver. É para milhões, quiçá bilhões de pessoas no mundo todo. É uma produção para a TV e pela primeira vez, para a Internet, que tem sido a principal fonte de informações para aqueles que buscam tudo o que for relacionado ao autor de sucessos como "Thiller".
A espantar a audácia do Pai/Carrasco - dito por ele próprio em vida - de Michael Jackson, que durante uma entrevista coletiva sobre a morte do filho famoso, falou primeiro de um empreendimento seu que está prestes a inaugurar. Aproveitou os holofotes e o sucesso de Michael. Aliás, como sempre fez.
Hoje foi sepultado um artista que encantou um mundo inteiro pelo seu talento em cima dos palcos, um artista que causou polêmica com supostos casos de pedofilia, e um artista que na vida pessoal não foi tão feliz e bem sucedido como na vida pública.
Vai-se o corpo, fica a imortalidade da sua obra.
É uma megaprodução para não apenas aqueles que foram ao ginásio do Los Angeles Lakers ver. É para milhões, quiçá bilhões de pessoas no mundo todo. É uma produção para a TV e pela primeira vez, para a Internet, que tem sido a principal fonte de informações para aqueles que buscam tudo o que for relacionado ao autor de sucessos como "Thiller".
A espantar a audácia do Pai/Carrasco - dito por ele próprio em vida - de Michael Jackson, que durante uma entrevista coletiva sobre a morte do filho famoso, falou primeiro de um empreendimento seu que está prestes a inaugurar. Aproveitou os holofotes e o sucesso de Michael. Aliás, como sempre fez.
Hoje foi sepultado um artista que encantou um mundo inteiro pelo seu talento em cima dos palcos, um artista que causou polêmica com supostos casos de pedofilia, e um artista que na vida pessoal não foi tão feliz e bem sucedido como na vida pública.
Vai-se o corpo, fica a imortalidade da sua obra.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Quem quer ser Jornalista ? (Parte 2) - Olhem o que a Globo acha...
Fazendo a minha costumeira leitura diária de blogs e portais do metiê jornalístico, encontrei no Comunique-se a matéria em que as Organizações GLOBO divulgam o seu posicionamento oficial sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista:
As Organizações Globo se manifestaram favoravelmente à decisão do Supremo Tribunal Federal de revogar a exigência do diploma para o exercício do jornalismo. Um comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira (18/06) informa que o fim do diploma "apenas ratifica uma prática da organização".
"A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o diploma de jornalista é bem-vinda. Ela atesta como legal situação vivida por órgãos de imprensa, que, há anos, têm na sua equipe especialistas de outras áreas, com talento reconhecido, mas que não se formaram na profissão. A decisão do STF apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa”, diz o comunicado, assinado pelo vice-presidente João Roberto Marinho.
Os veículos de comunicação ligados à corporação mantêm em seus quadros de jornalismo profissionais que não são graduados nessa área. Na visão da empresa, essa prática não conflita com a contratação de jornalistas formados. No comunicado, as Organizações Globo reconhecem os cursos de Jornalismo como fundamentais e afirmam que continuarão a buscar neles seus profissionais.
---------------------------------------------------------
Como disse no Post abaixo, nada muda atualmente, visto que isso (jornalistas sem diploma) já ocorre naturalmente nas empresas de comunicação...
Mas e o futuro? E a qualidade jornalística, a ética, os conhecimentos teóricos importantes, a convivência acadêmica... Isso tudo não mudará radicalmente o conceito dos cursos de Jornalismo daqui para frente?
Será uma grande utopia a partir de hoje se qualificar em uma faculdade para jornalismo?
Já vejo surgir dezenas de "cursos rápidos de jornalismo: Seja jornalista em uma semana!"
O que será que está por trás deste interesse? Desqualificar a profissão para cada vez mais os verdadeiros detentores da liberdade de imprensa (os donos dos veículos)objetivarem os seus interesses escusos?
Comentem no Blog.
As Organizações Globo se manifestaram favoravelmente à decisão do Supremo Tribunal Federal de revogar a exigência do diploma para o exercício do jornalismo. Um comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira (18/06) informa que o fim do diploma "apenas ratifica uma prática da organização".
"A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o diploma de jornalista é bem-vinda. Ela atesta como legal situação vivida por órgãos de imprensa, que, há anos, têm na sua equipe especialistas de outras áreas, com talento reconhecido, mas que não se formaram na profissão. A decisão do STF apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa”, diz o comunicado, assinado pelo vice-presidente João Roberto Marinho.
Os veículos de comunicação ligados à corporação mantêm em seus quadros de jornalismo profissionais que não são graduados nessa área. Na visão da empresa, essa prática não conflita com a contratação de jornalistas formados. No comunicado, as Organizações Globo reconhecem os cursos de Jornalismo como fundamentais e afirmam que continuarão a buscar neles seus profissionais.
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Como disse no Post abaixo, nada muda atualmente, visto que isso (jornalistas sem diploma) já ocorre naturalmente nas empresas de comunicação...
Mas e o futuro? E a qualidade jornalística, a ética, os conhecimentos teóricos importantes, a convivência acadêmica... Isso tudo não mudará radicalmente o conceito dos cursos de Jornalismo daqui para frente?
Será uma grande utopia a partir de hoje se qualificar em uma faculdade para jornalismo?
Já vejo surgir dezenas de "cursos rápidos de jornalismo: Seja jornalista em uma semana!"
O que será que está por trás deste interesse? Desqualificar a profissão para cada vez mais os verdadeiros detentores da liberdade de imprensa (os donos dos veículos)objetivarem os seus interesses escusos?
Comentem no Blog.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Quem quer ser jornalista?
Notícia extraída do portal Comunique-se:
O diploma para o exercício da profissão de jornalista já não é mais uma obrigatoriedade no Brasil. Por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal considerou incompatível com a Constituição a exigência da graduação em jornalismo para o exercício da profissão, em votação do Recurso Extraordinário 511961, nesta quarta-feira (17/06).
Os ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello votaram contra a exigência. Apenas Marco Aurélio Mello votou a favor da obrigatoriedade do diploma.
No início da sessão plenária, as teses se dividiram entre a posição defendida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal (MPF), contra a obrigatoriedade do diploma, e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), com o apoio da Advocacia Geral da União, sustentando a exigência.
Gilmar Mendes, relator do recurso, defendeu a autorregulação da imprensa. “São os próprios meios de comunicação que devem definir os seus controles”, afirmou.
Mesmo sem a exigência de diploma, os cursos de jornalismo devem continuar existindo, argumentou Mendes. “É inegável que a frequência a um curso superior pode dar uma formação sólida para o exercício cotidiano do jornalismo. Isso afasta a hipótese de que os cursos de jornalismo serão desnecessários”, avaliou.
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Esta decisão envolvendo a obrigatoriedade ou não do diploma se arrasta desde 2001, e a revogação da obrigatoriedade despertou as mais diversas opiniões sobre o assunto.
Eu vejo da seguinte maneira: Como sou estudante de jornalismo, acho moralmente importante e não apenas legalmente relevante, ter o diploma, a graduação, para exercer a profissão - senão não estaria estudando!...
A verdade é que a queda da obrigatoriedade não muda nada no cenário atual do mercado de comunicação, visto que muitos nomes consagrados, entre eles Ricardo Boechat do grupo BAND que sequer terminou o ensino médio, não têm a graduação e exercem a profissão com devido reconhecimento de qualidade. Mas o diploma tem que ser o carimbo, a chancela, o ingresso de quem quer militar nesta apaixonante e desgastante profissão daqui para a frente. Mas e quando estes "dinossauros" do jornalismo forem extintos?
Quem deve fazer este "controle de qualidade" de quem trabalha no mundo das notícias é o veículo, as empresas de comunicação. E é aí que está a gênesis do problema. Para alguns, sem a obrigação da diplomação, as empresas vão pouco a pouco, descaracterizar a profissão. Com isso, a queda vertiginosa da qualidade jornalística nos meios seria inevitável.
Sem contar o fenômeno atual da internet, onde muita gente produz e reproduz conteúdo, ajudando até a formular opinião. Caso recente dos Blogs, micro-blogs e muito mais... Seriam eles agora jornalistas também?
Aí acho eu, surge o vácuo na situação. O que será relevante para considerar alguém jornalista? formação, experiência, poder de influência, habilidades individuais? que critérios seriam levados em consideração?
Para o futuro da profissão, poderá ser um problema.
E vocês o que acham? comentem por aqui... Jornalistas diplomados ou não...
O diploma para o exercício da profissão de jornalista já não é mais uma obrigatoriedade no Brasil. Por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal considerou incompatível com a Constituição a exigência da graduação em jornalismo para o exercício da profissão, em votação do Recurso Extraordinário 511961, nesta quarta-feira (17/06).
Os ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello votaram contra a exigência. Apenas Marco Aurélio Mello votou a favor da obrigatoriedade do diploma.
No início da sessão plenária, as teses se dividiram entre a posição defendida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal (MPF), contra a obrigatoriedade do diploma, e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), com o apoio da Advocacia Geral da União, sustentando a exigência.
Gilmar Mendes, relator do recurso, defendeu a autorregulação da imprensa. “São os próprios meios de comunicação que devem definir os seus controles”, afirmou.
Mesmo sem a exigência de diploma, os cursos de jornalismo devem continuar existindo, argumentou Mendes. “É inegável que a frequência a um curso superior pode dar uma formação sólida para o exercício cotidiano do jornalismo. Isso afasta a hipótese de que os cursos de jornalismo serão desnecessários”, avaliou.
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Esta decisão envolvendo a obrigatoriedade ou não do diploma se arrasta desde 2001, e a revogação da obrigatoriedade despertou as mais diversas opiniões sobre o assunto.
Eu vejo da seguinte maneira: Como sou estudante de jornalismo, acho moralmente importante e não apenas legalmente relevante, ter o diploma, a graduação, para exercer a profissão - senão não estaria estudando!...
A verdade é que a queda da obrigatoriedade não muda nada no cenário atual do mercado de comunicação, visto que muitos nomes consagrados, entre eles Ricardo Boechat do grupo BAND que sequer terminou o ensino médio, não têm a graduação e exercem a profissão com devido reconhecimento de qualidade. Mas o diploma tem que ser o carimbo, a chancela, o ingresso de quem quer militar nesta apaixonante e desgastante profissão daqui para a frente. Mas e quando estes "dinossauros" do jornalismo forem extintos?
Quem deve fazer este "controle de qualidade" de quem trabalha no mundo das notícias é o veículo, as empresas de comunicação. E é aí que está a gênesis do problema. Para alguns, sem a obrigação da diplomação, as empresas vão pouco a pouco, descaracterizar a profissão. Com isso, a queda vertiginosa da qualidade jornalística nos meios seria inevitável.
Sem contar o fenômeno atual da internet, onde muita gente produz e reproduz conteúdo, ajudando até a formular opinião. Caso recente dos Blogs, micro-blogs e muito mais... Seriam eles agora jornalistas também?
Aí acho eu, surge o vácuo na situação. O que será relevante para considerar alguém jornalista? formação, experiência, poder de influência, habilidades individuais? que critérios seriam levados em consideração?
Para o futuro da profissão, poderá ser um problema.
E vocês o que acham? comentem por aqui... Jornalistas diplomados ou não...
Fim do Monopólio da Informação?
Amigos do Blog, vou postar abaixo o meu trabalho de Teoria do Jornalismo e Audiovisual, curso esse ministrado pelo excelente Fernando de Almeida Sá, em que eu abordo a mais recente polêmica envolvendo a grande imprensa (Ou o PIG, PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA, para quem gosta): A criação do Blog da Petrobrás.
Leiam e opinem. Gostaria de saber o que vocês acham sobre a revolução que a Internet está causando e causará sobre aqueles que detém o monopólio de informar.
Blog da Petrobrás: Início do fim do monopólio da informação? Por Vitor Costa
Há pouco mais de um ano para as próximas eleições para cargos do legislativo e executivo, entre eles a presidência da república, a guerra eleitoral entre oposição e situação começou aqui no Brasil. Com dificuldades para combater a forte popularidade do presidente Lula, os opositores resolveram atacar através da estatal de maior credibilidade do país: a Petrobrás. Porém, não esperavam o revide: a criação do Blog Fatos e Dados, onde a empresa coloca na íntegra, antes da publicação nos meios, a mesma informação que fornece a imprensa, incluindo perguntas de jornalistas.
Provocando a fúria de determinados veículos, como o “O GLOBO” e a “FOLHA DE SÃO PAULO”, e de associações como a ANJ (Associação Nacional dos Jornais), que consideram o ato uma ofensa a investigação jornalística, esta ação da Petrobrás atinge em cheio o maior interesse daqueles que usam a imprensa para seus interesses: A manipulação da informação. Baseado na teoria do Agenda Setting, em que afirma que a imprensa ajuda a formar a opinião pública e orienta os interesses, estes veículos podem ver este tipo de ato minar este seu objetivo de direcionar a população de acordo com suas vontades.
Como acompanhamos também no filme “Mera Coincidência”, em que fatos são manipulados e até criados para iludir a população, é sabido que determinados veículos de comunicação estão a serviço de interesses de grupos políticos para manipular a informação ao seu bel-prazer. Eles editam para levar ao público aquilo que lhe convém, fazendo de tudo para favorecer o seu candidato preferido e prejudicar o outro. No caso do Blog, a informação vai na íntegra e sem intermediários, permitindo a todos o acesso ao real conteúdo, sem edições.
Através do Blog, a Petrobrás vai derrubar o monopólio da informação dos veículos e permitir ao público comparar a íntegra com o que recebe de notícia através dos meios. O uso da imprensa na guerra eleitoral vai sendo desmistificado e a sociedade brasileira vai ter a possibilidade de conferir quem é quem neste conflituoso jogo do poder.
Leiam e opinem. Gostaria de saber o que vocês acham sobre a revolução que a Internet está causando e causará sobre aqueles que detém o monopólio de informar.
Blog da Petrobrás: Início do fim do monopólio da informação? Por Vitor Costa
Há pouco mais de um ano para as próximas eleições para cargos do legislativo e executivo, entre eles a presidência da república, a guerra eleitoral entre oposição e situação começou aqui no Brasil. Com dificuldades para combater a forte popularidade do presidente Lula, os opositores resolveram atacar através da estatal de maior credibilidade do país: a Petrobrás. Porém, não esperavam o revide: a criação do Blog Fatos e Dados, onde a empresa coloca na íntegra, antes da publicação nos meios, a mesma informação que fornece a imprensa, incluindo perguntas de jornalistas.
Provocando a fúria de determinados veículos, como o “O GLOBO” e a “FOLHA DE SÃO PAULO”, e de associações como a ANJ (Associação Nacional dos Jornais), que consideram o ato uma ofensa a investigação jornalística, esta ação da Petrobrás atinge em cheio o maior interesse daqueles que usam a imprensa para seus interesses: A manipulação da informação. Baseado na teoria do Agenda Setting, em que afirma que a imprensa ajuda a formar a opinião pública e orienta os interesses, estes veículos podem ver este tipo de ato minar este seu objetivo de direcionar a população de acordo com suas vontades.
Como acompanhamos também no filme “Mera Coincidência”, em que fatos são manipulados e até criados para iludir a população, é sabido que determinados veículos de comunicação estão a serviço de interesses de grupos políticos para manipular a informação ao seu bel-prazer. Eles editam para levar ao público aquilo que lhe convém, fazendo de tudo para favorecer o seu candidato preferido e prejudicar o outro. No caso do Blog, a informação vai na íntegra e sem intermediários, permitindo a todos o acesso ao real conteúdo, sem edições.
Através do Blog, a Petrobrás vai derrubar o monopólio da informação dos veículos e permitir ao público comparar a íntegra com o que recebe de notícia através dos meios. O uso da imprensa na guerra eleitoral vai sendo desmistificado e a sociedade brasileira vai ter a possibilidade de conferir quem é quem neste conflituoso jogo do poder.
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