sexta-feira, 20 de março de 2009

Folha Universal


Atualmente, O Grupo Folha da Manhã, que é responsável pelo impresso Folha de São Paulo, e a Rede Record de Televisão travam embates e trocam acusações. Desde a matéria, em 2008, da premiada repórter Elvira Lobato sobre o "império empresarial da Igreja Universal do Reino de Deus nos últimos 30 anos", os grupos não economizam na briga. Teve até uma ensaiada reação na justiça por parte dos representantes da Record, que entraram com um processo e foram derrotados.

Neste mês, a emissora de TV resolveu reagir novamente, agora através de sua programação. Desde o último dia 17, o Jornal da Record vem respondendo aos ataques do periódico. Uma matéria de mais de sete minutos, desconstrói alguns factóides do jornal, demonstra a suposta perseguição do jornalista Daniel Castro através de mentiras sobre a TV Record no intuito de menosprezar a empresa e seus profissionais, e cita a queda no número de vendas do periódico associando-a uma possível queda de qualidade editorial, fato que a matéria chama de "triste capítulo do jornalismo brasileiro".

A Folha reagiu dizendo que baseou-se em dados e informações verídicas para as acusações. Define como destemparada a reação da emissora e afirma que vai continuar as investigações comprometendo-se "em esclarecer o que parece tão imprescindível manter oculto”.

Será que os renomados grupos de comunicação vão ficar se atacando diariamente através de seus canais? Em que parte lembrarão dos leitores e telespectadores que buscam informação, entretenimento e cultura?

Até aonde brigas (de interesses) entre grupos de comunicação é benéfica e salutar para a população?

A ver os próximos capítulos... Sem mutantes, tá?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Reforma Pornógrafica da Língua Portuguesa

De José Simão, colunista da Folha de São Paulo e da BandNews FM, sobre a reforma ortográfica da língua portuguesa:

"Jamais trema em cima da Linguiça"

Entenderam, né? mas vai ter gente que não vai entender...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Obamania

Estou me sentindo em Washington D.C; Todas as emissoras mostram o bocejo, o banho, as filhas, o vice, o sorriso, a esposa na iminência de ser a primeira dama, a dança, o encontro com Bush, a posse, e o discurso de Barack Hussein Obama, o 44º presidente eleito dos Estados Unidos da América, o primeiro negro a ocupar pelos próximos quatro anos a Casa Branca.

Nem quando o Lula se elegeu, eu acompanhei uma cobertura assim.

É fato que uma vitória Obama já conquistou: Foi realmente eleito pelo povo, numa "democracia" confusa que sem a maioria dos votos da sociedade colocou o trágico George W. Bush (Já vai tarde) por oito anos no poder.

Por que eles falam que são "A América"? Por que então, nós brasileiros, temos que nos humilhar para entrar no país? Nós também não somos americanos?

Admitindo que terá dificuldades para recuperar a fragilizada economia americana e a imagem do país no Oriente Médio, Barack inicia seu mandato com a esperança de todo o mundo em equilibrar novamente a situação mundial.

I have a Dream,

Eu tenho um sonho,

O sonho de ver a ideologia capitalista, o ter, e não ser, o "American Way of Life" dar espaço a justiça, a igualdade social e a redução das mazelas nos Estados Unidos, no Brasil, no Zimbábue e onde mais existir desigualdades sociais. Como "nação dominante" por causa de seu poderio economico e bélico, os estadunidenses devem iniciar a campanha da igualdade social, mas de um jeito coerente, sem enfiar goela a baixo seu estilo americano de ser.

Que a esperança vença o medo.

Xiii... já vi este filme antes.... Companheiro!

Sim aos estaduais

Depois de alguns cansativos dias, reescrevo em meu querido blog sobre a minha expectativa para uma competição de futebol que é contestada por alguns, mas para muitos é o motivo principal para o acirramento das rivalidades locais: Os campeonatos estaduais.

Começando com o Carioca, que tem uma história mais que gloriosa, é fato que grandes clássicos e decisões ocorreram no certame fluminense. Quem não lembra do gol de Cocada, que só entrou em campo para dar o título ao Vasco em 1988; De Maurício, que após uma "empurradinha" em Leonardo, marcou o gol do título em 1989, derrubando um jejum de 21 anos sem títulos do Botafogo. Tem também o inesquecível Fla x Flu de 1995, com a barriga de Renato Gaúcho decidindo para o Fluzão, e a magistral cobrança de Petkovic, que em 2001 sacramentou o tricampeonato sequencial do Flamengo sobre o Vasco.

Assim também é no Paulista, Mineiro, Gaúcho, Catarinense, Baiano... Um país continental como o nosso, além se ser o que melhor pratica a modalidade, pode e deve ter esse tipo de competição, pois já foi demonstrado pela história e pelo faturamento, que é essencial. O que deve sempre acontecer é uma organização coerente, sem privilégios a times A ou B, e o fortalecimento aos clubes considerados "pequenos" ou "médios" através de auxílio das respectivas federações.

Acabar com os estaduais, como já tentaram fazer em 2002, com os horrorosos torneios interestaduais como RJ X SP, Sul X Minas..., é uma agressão aos torcedores, a história e as cidades sede dos clubes do interior, que esperam por este momento para ficar próximo dos grandes times.

Vamos acompanhar os campeonatos e quando a disputa acirrar, teremos grandes jogos que com toda a certeza, escreverão mais um capítulo da vitoriosa história do nosso futebol.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mudanças e Reformas

A partir de amanhã, 01 de janeiro de 2009, significativas mudanças em nossas vidas acontecerão. Além da renovação do sentimento de amor e esperança, teremos a posse dos prefeitos eleitos em todo o país em 2008, a implantação da nova lei (mais rigorosa) da formação de motoristas/condutores de veículos e a tão polêmica reforma ortográfica da língua portuguesa.

A partir de amanhã, palvaras como "auto-serviço" mudarão para "autosserviço". O hífen cai em situações onde a segunda palavra não é uma vogal repetida. Contra-ataque, por exemplo, continua com o hífen.

Acentos em "Pára", "Crêem", "Vôo" também deixarão de existir. Serão escritas sem a acentuação.

E o famigerado trema (aqueles dois pontinhos!) será extinto. "Linguiça", por exemplo, será escrito sem o acento, mas, a pronúncia continua a mesma.

Estas mudanças causaram polêmica aqui e em todos os países que tem o Português como língua oficial. Escritores, antropólogos, jornalistas e civis discutem os impactos, positivos e negativos, que esta reforma causará. Vale lembrar que teremos um tempo para a transição, até o ano de 2010, para a implantação total deste novo acordo.

Já é conhecida a complexidade de nossa língua. Esta reforma atualiza e língua e evidentemente, trará algumas dificuldades no início. É esperar para ver como nos comportaremos diante desta reforma.

Confesso a vocês que ficaria muito mais feliz com a reforma política, tributária, do código penal, da minha casa...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Atitudes e palavras

Vai chegando o fim de mais um ano e desde que nos entendemos por ser humano, ouvimos os desejos de "Boas Festas", "Feliz Natal e um próspero 2009!" "Boas entradas!" e outros inúmeros desejos de felicidades.

É muito bom o clima deste momento do ano, em que a sensação de tolerância, amor e paz é maior. Porém, mesmo com este contagiante clima, a epidemia nao atinge a todos. O que dizer dos recentes ataques de Israel a Gaza, em que até este momento em que redijo temos mais de 360 civis inocentes mortos.

É por estas almas, as que se foram nestes atentados idiotas e as que causaram ele, que devemos pedir amor, tolerância e paz.

Tivemos um 2008 com muitas tragédias, decepções e mortes. Mas, neste mesmo ano que se passou, tivemos belos gestos de amor, tolerância e paz.

Amor, tolerância e paz. É isso que eu desejo a todos neste ano de 2009!

Basta isso para que tenhamos um maravilhoso ano! Pratique essa idéia!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sapatadas à iraquiana

Em visita surpresa ao Iraque, o ainda presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, foi se preparar para discursar ao lado do premiê Iraquiano quando um jornalista se insurgiu e.., veja nas imagens abaixo...



Atirar sapatos em alguém é uma das maiores ofensas na cultura islâmica.

De acordo com um assustado e irônico Bush, o número da arma pisante era 42.

Ih, igual ao meu! pena que não acertou... Colega iraquiano! na próxima, treine a pontaria...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Amor a... ao que mesmo?

Mal acabou oficialmente a temporada 2008 do futebol brasileiro e a movimentação do mercado de contratações está em ebulição. As especulações surgem, algumas se confirmam, mas as surpresas são muitas até o início oficial da próxima temporada, em janeiro de 2009.

Com apenas alguns minutos após a desastrosa queda para a Série B, o Vasco já perdia Madson, para o Santos, e Vagner Diniz, para o São Paulo, atual hexacampeão e que deverá ser a exceção no Brasil, pois reforçará ainda mais o elenco ao contrárrio de perder a maioria de seus campeões.

Mas, e quando você abre as portas do clube para um jogador "fenomenal" (faço questão de colocar entre aspas, pois não é a minha opinião, né Galvão Bueno?) que está precisando se recuperar de uma grave lesão?

E se esse jogador faz juras de amor ao clube, diz que quer ficar e a diretoria faz festa e bate no peito, afirmando que já conta com ele no elenco?

Lembram-se das surpresas? pois uma aconteceu ontem. Após as falácias, a diretoria do Flamengo ficou atônita e pagou um grande mico ao "perder" Ronaldo para o Corinthians.

Acredito ser uma contratação muito mais lucrativa para o marketing corintiano do que para o futebol em campo propriamente dito. Ronaldo ainda é uma incógnita, e mesmo já tendo superado inúmeros desafios, a sua atual idade (33) e a atual forma física podem atrapalhar um bom desempenho do maior artilheiro da história das Copas do mundo.

Porém, se superar e obter êxito neste novo desafio, Ronaldo terá uma das mais realizações de sua carreira, voltar ao futebol brasileiro e ser ídolo de uma fiel e exigente torcida, e será carregado pelo "bando de loucos" do Parque São Jorge.

Alô Peruano! (Chefe de uma torcida desorganizada do Flamengo), e a campanha "Fica, Ronaldo!" ? Onde você colocará os adesivos e as camisas?

Alô Márcio Braga e Kleber Leite! O que vocês fizeram este tempo todo que o Ronaldo esteve na Gávea?

E viva ao Amor a... à melhor proposta financeira!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Rir para não chorar...

E após o desastroso rebaixamento para a segunda divisão, o Vasco já começa a se preparar para a temporada do ano que vem. Em contrapartida, a TV Globo, mantendo a hegemonia da transmissão esportiva atual, já anuncia a vinheta para o grande clássico carioca do ano que vem:



Não esqueçam, após a TV Globinho!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Traje à rigor

Será este o protótipo de camisa que o glorioso Vasco da Gama usará em 2009?



Cortesia: Kibeloco.com.br

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Laranjas Podres

Todos nós já ouvimos em algum momento de nossas vidas que "Uma laranja podre em um cesto contamina as demais" para ilustrar que um sujeito com atitude ilícita pode manchar a imagem de uma categoria ou classe.

Falamos isso de médicos, policiais, políticos e por aí vai. O que intriga é que geralmente a mídia dá destaque aos maus profissionais em detrimento àqueles que cumprem o seu papel de maneira correta. E o que é mais inquietante é que a mídia não costuma falar das suas "laranjas podres", e olha que são muitas.

Há muitos jornalistas descomprometidos com a ética e a legalidade no exercício da profissão. Além disso, há os profissionais que tem pouquíssima qualidade e competência, decorrente de cursos universitários de pífia categoria e a manipulação capitalista dos veículos em busca de audiência e faturamento, sem preocupação com o conteúdo.

Achei muito interessante a opinião de Geneton Moraes Neto, Jornalista da TV Globo, divulgada no portal comunique-se (www.comunique-se.com.br) em que ele aponta essa "crise" que atinge o jornalismo brasileiro e seus rescpectivos veículos.

Leiam baixo o artigo, analisem e opinem no Blog.

Os jornalistas estão enterrando o jornalismo!, por Geneton Moraes Neto


Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.

O jornal é de São Paulo. Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro. Eu disse "notícias interessantes"? Em nome da verdade, retiro o que disse.

Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.

O que o jornal me dizia, nos títulos? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!

Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.

Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.

De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.

Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?

Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso. É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.

Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.

Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.

Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.

Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer: "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história ? Haverá sempre uma saída!

A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.

Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.

Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres (um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).

Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente (*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.

Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV"? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas.....o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.

Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia....

Estão loucos.

Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.

Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.

(*) Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.

Bambi de ouro

Após conseguir o feito de ser o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 na última curva em Interlagos, o inglês Lewis Hamilton vai ganhar um dos mais importantes prêmios da Alemanha. O piloto, de 23 anos, receberá o troféu Bambi em uma cerimônia de gala organizada pelo Grupo Hubert Burda, na cidade alema de Offenburg.


Além de Hamilton, a cantora Britney Spears receberá a honra por ter dado a volta por cima após os escândalos de sua carreira. Ela vai cantar na cerimônia. Outro show será feito pela americana Pink. Meg Ryan, Keanu Reeves, Karl Lagerfeld, Tommy Hilfiger e Placido Domingo também estão entre os agraciados.

Trofeu Bambi? Será que o Massa iria querer?

Aqui no Brasil, o Troféu já tem dono...



Parabéns, Richarlysson!, Parabéns São Paulo!